terça-feira, 22 de setembro de 2009

Lugares ausentes


E já passaram cinco meses!!! Hoje, já consigo ver que o céu está mais brilhante, mas ainda assim, todos os dias olho as estrelas e digo "estás ali"! Um dia, disseram-me "já viste o céu hoje? Só tem uma estrela" e eu respondi "É a minha avó", porque eu não me esqueço das últimas palavras que me disseste..."Oh Filipa, fazes anos para o fim de semana, mas não te dou já a prenda porque dá azar dar antes do tempo" e eu respondi "Nem eu quero avó, já basta o azar todo que eu tenho". Deste-me um beijo e ao mesmo tempo dizias "Vais ter sempre um anjinho a olhar por ti"..esboçei um sorriso e disse "Adeus avó, gosto muito de ti", e mal sabia eu...!

Depois de tudo, só passados quetro meses, é que consegui entrar naquela casa, e depois dessa vez, nunca mais lá voltei, porque sei que já não me vais abrir a porta, nem me tapar com aquele cobertor rosa quando adormeço do nada!

"Se a minha vida for por onde vais a encher de luz os meus lugares ausentes" .

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Sem bilhete de volta...

Às vezes, nem sabemos bem o porquê de isto ou daquilo, sabemos que é "porque sim".
Mas nenhum caminho é demasiado longo, quando sabemos que caminhamos na direcção certa; o importante é fazer das pedras que encontramos nesse mesmo caminho, pontos de viragem e crescimento, porque as adversidades fazem-nos crescer, mas como alguem me disse, "crescer é dificil"...mas eu acho que não...seria sim dificil nós não crescermos, porque assim nunca viamos o mundo com outros olhos nem de maneira diferente.
O dificil é escolher o caminho que queremos e iniciar essa longa viagem, que nos pode levar a outros mundos, porque a vida é uma viagem, sem bilhete de volta!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Estrela Guia

E foi assim, que numa noite de luar, eles se sentaram na lua a contar as estrelas.
Ali, o mundo parecia ser pequeno, existiam apenas duas pessoas. Nada mais importava senão o brilho dos seus olhares, que se confundia com a luz natural das estrelas, que envergonhadas se escondiam, pé ante pé, atrás da lua...e era assim durante toda a noite.
Mas, o brilho daqueles olhares, era tão intenso que depressa a noite se transformava em dia e o sol começava a nascer, aquecendo aqueles dois corações, que npite após noite, todos os dias, à beira da lua, se iam enchendo de ternura e carinho, fazendo com que o mundo parecesse maior e perfeito.
Ao final do dia, o sol beijava o mar, irradiando o horizonte, e a lua voltava a sorrir, enquanto as estrelas guiavam o caminho. Mas naquela noite, ela não voltou à lua, porque era a estrela queo guiava!